Dinner at Tiffany's

Frankly, my dear, I don't give a damn.

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Oct 31

The Fly on Halloween

Tenho que falar desse filme, pois está passando neste exato momento e hoje é comemorado o Halloween em muitos lugares.

O filme está na categoria de Terror e é estrelado por ninguém menos do que o Rei do Terror Vincent Price. Já é a segunda vez que o assisto e acho demais a história, os efeitos e como foi feito para nos deixar vidrados na “bizarrice” de um cientista aficcionado com a idéia de teletransporte. Ele cria uma máquina de teletransporte e sem querer, num dia de testes, quando acredita que já pode conseguir o teletransporte humano, entra na máquina e não percebe que uma mosca entrou junto com ele.

O resultado: um homem com cabeça de mosca branca…Não sei se já estou vacinada contra cientistas excêntricos ou o quê, mas para mim isso é um filme bastante real. Não que eu veja homens com cabeças de moscas andando por aí, mas quase isso. Figurativamente vemos muitos pseudos intelectuais e cientistas meio mosca meio humanos o tempo todo. E isso sim, para mim é um terror.

Não sei se o filme queria retratar essa ânsia do cientista pela sua gloria, uma preocupação com as inovações da física moderna da época, sei lá, só sei que Vincent Price é muito bom e qualquer filme em que ele atua é um ótimo filme para o dia de hoje.

See ya galerinha do mal, trick or treat!


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Sep 21

The tree of f…… life.

Eu não tinha lido nada a respeito do filme, nothing. Só sabia que tinha o Brad Pitt no filme e o poster tinha um pezinho de neném. Pronto, para mim já estava vendido!

Duas pessoas que assitiram ficavam a toda hora me perguntando se eu já havia visto o filme. Só falavam que queriam que eu assitisse para saber qual tinha sido minha impressão a respeito. Deu, foi suficiente para ficar mega ultra curiosa.

Depois de décadas, consegui ir ao cinema (sabe, São Paulo tem poucos cinemas…) e óbvio que fui direto nesse filme (até porque, fala sério, ultimamente Hollywood está pobre de filmes, ou é filme de história em quadrinhos adaptado ou animação, que não é ruim, mas só isso cansa).

Fui com minha madrinha, compramos pipoca e coca-cola e estava feliz. Começou o filme e logo nos primeiros 10 minutos vi que eu não sabia se ia entender tudo ou nada. Acho que entendi partes. É um filme impressionista que se centra numa família do Texas nos anos 50 e basicamente trata da perda da inocência de uma criança e o reflexo que isso causa na sua vida adulta no mundo moderno, buscando sempre por respostas a respeito de nossas origens, origem e sentido da vida, através do constante questionamento da existência da fé.

Um tema não muito distante, muitos filmes já abordaram isso, porém o que A árvore da vida tem de unusual é a forma que expressa esse tema, parece um 2001: Odisséia no espaço meets o White Album dos Beatles.

Achei bom, entertening e me envolveu. Sentia em alguns momentos que estava naquele momento na cama de olho fechado, tentando entender o significado de tudo e a única coisa que vejo são flashes de luzes e vozes tentando fazer sentido das coisas.

R.L.: Tell us a story from before we can remember.

Good choice! See ya galerinha do mal.


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Aug 31

We’ve got nothin’ to be ashamed of.

Esse foi um dos últimos filmes categorizado como clássico que assisti. Faz tempo que não consigo assistir um filme anterior a 1970, o que tem me irritado muito. É estranho dizer e parece até exagerado mas parece que um pedaço do meu cérebro sofre com a falta dos filmes mais antigos e principalmente dos preto em branco. É como se o tom monocromático me aliviasse de dores, preocupações e me carregasse até um espaço-tempo de pura segurança.

Maior parte da culpa é do canal TCM, que não sei porque cargas d’água deram para passar filmes, no melhor horário, às 22h, mais recentes e pior, dublados. Por isso, uns dois meses atrás comprei o DVD do filme The Unforgiven (1960), protagonizado por Audrey Hepburn e Burt Lancaster. O diretor não é ninguém menos do que John Houston que sempre criou filmes de proporções épicas e tinha uma habilidade fantástica de ser constantemente bom.

O filme trata principalmente das fricções que sempre existiram entre os nativos norte americanos e seus “colonizadores”. Rachel Zachary (Audrey Hepburn), filha adotada da família Zachary é suspeita de ser uma Kiawa, nativa de uma tribo local. O filme é muito gostoso e ótimo para qualquer idade e mesmo que você não entenda inglês e não saiba ler as legendas. Meu sobrinho de 7 anos assitiu ao filme todo (comendo Bagels, que segundo ele é o tipo de pão mais horrível que ele já comeu em toda a vida), interagiu nas cenas de ação e fez questão, após ter terminado o filme de iniciá-lo novamente na sua versão dublado, avançando para as cenas que considerou mais importante e que fazia questão de entender o diálogo.

Além de você assitir Audrey e Burt juntos, lindos,  morenos e andando a cavalo.

Rachel Zachary: Ben, what did those Indians want?
Ben Zachary: They offered to buy you for those five horses.
Rachel Zachary: Well, did you sell me?
Ben Zachary: Nope; held out for more horses.

So, let’s watch it. See ya galerinha do mal.


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Apr 5

Goodbye, George.

A Place in the sun (1951), não foi o primeiro filme que assisti estrelando Elizabeth Taylor, foi o maravilhoso Suddenly, Last Summer (1959). Os dois filmes estrelam Elizabeth Taylor e Montgomery Clift, num drama/thriller bastante bizarro. Bom, mas vou falar de A Place in the sun que foi meu primeiro DVD da atriz, que ganhei da menina Isapandora fofura.

Por algum motivo, nós duas, aos sentarmos para assistirmos ao filme, esperávamos um romance mais leve e descontraído. Mas, o filme não tem de modo algum esse perfil, ele se encaixa num romance bastante mórbido, que é representado pelo amor doentio que George Eastman (Montgomery Clift) contrai pela bela e rica jovem Angela Vickers (Elizabeth Taylor). Nada do que se parece é de fato, do início ao fim do filme, fiquei bastante chocado com a história, não que ela seja a coisa mais horripilante, mas ela é construido na base da beleza, amor e inocência. Sendo que somente alguns bons minutos depois é que começamos a captar bizarrices vindo do personagem George e da pobre Alice Tripp (Shelley Winters).

O filme definitivamente se encaixa nos “filmes que recomendo”. Não seria o primeiro filme que recomendaria estrelando a belissíma Elizabeth Taylor. A atriz recebe parte do post em sua homenagem. Faço uma homenagem, digamos atrasada, se é que existe homenagem atrasada. De qualquer modo, o importante é que é um filme muito bom e Elizabeth não deixa a desejar na atuação e muito menos na sua eterna beleza.

George Eastman: I love you. I’ve loved you since the first moment I saw you. I guess maybe I’ve even loved you before I saw you.


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Feb 3

However this turns out, I don’t know how to thank you.

Certo, vamos fazer um post sobre esse filme, The King’s Speech, porque, né? Ele tem algo de redondo, se isso de alguma forma faz sentido. Eu sei que ele está concorrendo ao Oscar de melhor filme e talvez todo mundo já tenha ouvido falar nele, e com certeza ouvido e lido melhores reviews do que a minha, mas vou fazê-la mesmo assim. E sabe por quê? Porque não tem como não fazer, é uma delícia de assistir e ponto. A história é great, foca realmente no problema de speech do King George VI e pronto.

Além disso tem uma fotografia impecável e um conjunto de costumes simplesmente perfeitas. Filme de época é um perigo, porque nem todos conseguem nos levar para a época desejada e esse filme conquista isso com o plus da tecnologia atual ao seu favor. Para mim é daqueles filmes que é fácil de assistir, com frames perfeitos, que enquadram os personagens de modo retratal, ou seja, cada cena poderia ser tirado de um retrato, por causa do conjunto de iluminação, cores e posicionamento, just flawless.
Além de tudo temos três atores (Colin Firth, Helena Bonham Carter, Geoffrey Rush) que trouxeram à vida personagens tão fortes. E os diálogos são brilhantes, o que faz a história ser realmente hollywood worthy, no sentido de ser uma grande obra de arte do cinema no termo clássico de hollywood.

Possivelmente uma futura compra para minha coleção de DVDs.

Espero que assistam e gostem, see ya soon galerinha do mal.


Lionel Logue: Do you know the “f” word?
King George VI: Ffff… fornication?


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Jan 23

The Royal Tenenbauns

Numa rara situação, em que eu e minha irmã ficamos juntas e sozinhas, decidimos assistir a um filme. Indiquei The Royal Tenenbauns, pois havia visto o trailer dias antes no site do IMDB por acaso. Fiquei bastante interessada primeiro, por causa do plot e, em segundo, e principalmente, por causa do elenco com participação de Anjelica Huston (que adoro, apesar de ter visto poucos filmes com ela), Gene Hackman, Ben Stiller (acho a cara dele ótima), Gwyneth Paltrow (no primeiro papel que me convenceu como atriz), Luke Wilson (que é irmão do Owen Wilson), Owen Wilson (sorry, acho super funny) e Bill Murray, sem contar com outros atores também de altíssima qualidade, como Alec Baldwin que faz a voz do narrador, que para mim é um daqueles atores que nunca são de fato reconhecidos como um ótimo ator.

O que me irritou, foi eu não ter ficado sabendo desse filme na época de seu lançamento (2001). Bom, como vocês (alguém que possivelmente leia este blog com maior frequência) saibam não irei fazer uma análise cinematográfica profunda e detalhada, pois como já devem ter percebido eu sou péssima nesse quesito. Porém, posso, sem a menor dúvida, recomendar esse filme que é de uma personalidade única e muito, muito autêntico. Seu humor é bastante particular e pode não agradar a todos, mas é de alta qualidade e vale a pena. É o típico foco de atenção aos outsiders do sonho americano, a família que não se encaixa no padrão, que encarna a crítica a sociedade e apresenta personagens “reais”. Hollywood tem desses repentes alternativos/let’s think/reflect e talz.

Assistam e ponto. See ya galerinha do mal!


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