We’ve got nothin’ to be ashamed of.

Esse foi um dos últimos filmes categorizado como clássico que assisti. Faz tempo que não consigo assistir um filme anterior a 1970, o que tem me irritado muito. É estranho dizer e parece até exagerado mas parece que um pedaço do meu cérebro sofre com a falta dos filmes mais antigos e principalmente dos preto em branco. É como se o tom monocromático me aliviasse de dores, preocupações e me carregasse até um espaço-tempo de pura segurança.
Maior parte da culpa é do canal TCM, que não sei porque cargas d’água deram para passar filmes, no melhor horário, às 22h, mais recentes e pior, dublados. Por isso, uns dois meses atrás comprei o DVD do filme The Unforgiven (1960), protagonizado por Audrey Hepburn e Burt Lancaster. O diretor não é ninguém menos do que John Houston que sempre criou filmes de proporções épicas e tinha uma habilidade fantástica de ser constantemente bom.
O filme trata principalmente das fricções que sempre existiram entre os nativos norte americanos e seus “colonizadores”. Rachel Zachary (Audrey Hepburn), filha adotada da família Zachary é suspeita de ser uma Kiawa, nativa de uma tribo local. O filme é muito gostoso e ótimo para qualquer idade e mesmo que você não entenda inglês e não saiba ler as legendas. Meu sobrinho de 7 anos assitiu ao filme todo (comendo Bagels, que segundo ele é o tipo de pão mais horrível que ele já comeu em toda a vida), interagiu nas cenas de ação e fez questão, após ter terminado o filme de iniciá-lo novamente na sua versão dublado, avançando para as cenas que considerou mais importante e que fazia questão de entender o diálogo.
Além de você assitir Audrey e Burt juntos, lindos, morenos e andando a cavalo.
Rachel Zachary: Ben, what did those Indians want?
Ben Zachary: They offered to buy you for those five horses.
Rachel Zachary: Well, did you sell me?
Ben Zachary: Nope; held out for more horses.
So, let’s watch it. See ya galerinha do mal.